terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pedras

Feche seu coração, torne-se uma 'pedra'. Ela parece ter mais utilidade do que a alegria da flor e do capim que nasce ao lado dela.
Nunca ofereça alegria ao seu emprego novo. Não é objetivo.
Não ofereça alegria na espera do próximo onibus, na faixa de pedestres enquanto espera pelo sinal verde. O caixa do supermercado não quer sua alegria, pois ele não está alegre.
Note que as 'pedras' são mais úteis, pois são estáticas e estupidas. 'Pedras' sociais tem foco e objetividade.

Ilusão

Denovo senti que vivi uma realidade. Tolo eu não reparar as bordas esbranquiçadas e nem perceber que o longo caminho, aparentemente feliz não terminava.
Vazio, vazio, vazio, vazio...
O copo anda vazio,

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Socos foi só o que pedi

Se eu pedisse um soco seria menos sincero porem mais honesto. Com os punhos sentiriam-me fisicamente pior entretanto subjetivamente melhor. A falta do ar seria mais suportável do que o vento frio do vazio.

Dor breve de um veneno leve

São algumas coisas que para esta merda, acaba não fazendo sentido. São frases aleatórias jogadas as sinapses para que sejam ou não propagadas.

Só sei que sinto uma dor tao profunda que a cada tragar do ar é como se decesse um gole de cicuta. Vou me blindar, vou me proteger, e acho que vou me proteger de você(s).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

“É tudo uma questão de escolha...”


“É tudo uma questão de escolha...”

Depois de uma meia garrafa, duas ou três cervejas e outras doses volto a escrever aqui neste blog. Minhas impressões são contestáveis, mas para este espaço é somente eu. E não me importa o que falarão aqui. Os cigarros que fumei e as cinzas que deixei não são tão piores quanto as cinzas que deixaram de mim.

Nossas escolhas nos tornam mais fracos, medíocres, ridículos. Eu escolhi gostar de pessoas e as pessoas escolheram não gostar de mim. Resolveram irem embora no próximo ônibus que veio. Partir para o perto e o longe. Sou egoísta sei, mas não podiam ir embora, não podia ir embora. Podia ficar comigo, pelo menos pelos próximos 5 minutos e/ou 30 minutos.

Gostaria de gastar meus últimos minutos com uma pessoa,  eu escolhi. Não é assim, assim não é a escolha do outro. A escolha do outro é sempre diferente, diferente são os caminhos. Escolher é difícil, difícil para quem tem 25, como eu, deve ser mais ainda para quem tem 40. Pois quem tem 40 sabe muito mais da vida e sabe que as escolhas de um pós juvenil é sempre uma escolha errada.

Escolher é a sina do nossa maldita vida. Eu escolhi. E você..., as vezes, não. Não que você seja estupido, pra mim você só ainda não escolheu.

Nossas escolhas são baseadas no medo. Nosso medo de confrontar pessoas, pais, amigos, amores. Temos medo de nossas paixões, temos medo de tudo. Somos um bando de fracassados que não sabemos de nada.

Eu escolhi gastar dinheiro, escolhi que não moraria mais com minha mãe. Tinha escolhido antes e por medo não sai. Fui corajoso de sair, fui corajoso de escolher. Hoje sou medroso em dizer certas coisas. Sou um verme que se resume a analisar, observar.
 
Nós vermes estamos no fundo como estão os detritos de um rio poluído. E qualquer coisa nos transforma em bestas feras prontos para devorar, apavorados esperando o próximo alimento. Detritos são assim, pois o primeiro pé no fundo do lago, faz com que todo o pó suba. E se misture a água suja.

Você não escolheu ficar comigo, eu fumei, ouvi meu som. Me tornei mais alguém, me tornei mais útil a mim mesmo, me tornei eu. Não me tornei você. Não sou você. Você não é eu. E eu, sinceramente, não sei o que você escolheu. Foi bom enquanto durou, aqueles cinco minutos, são pra mim dois mil anos.

É um instante que demora mais que o suficiente, mais que o necessário pra que seja bom pra mim.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sextagenáros

Talvez eu morra antes de chegar a terceira idade. Pela minha boca grande, bem provável. Nos meus 'longos' 20ecinco anos já sou rabugento e cheio de manias, sem contar o quanto me consideram chato. Se chegar lá serei um velho odiado pela sociedade, não serei passivo, nem bondoso. Daqueles velhos com os quais alguns gostam de conversar, ah, eu acho que não serei este aí não viu. A velharada de hoje já é abusada, imaginem nós no futuro. Os tiozinhos dos bus, não sei onde arrumam tanta força pra te enfiar o cutuvelo, tudo isso pra pegar lugar num banco vermelho que mesmo correndo eles vão sentar. Porque ir sentado ou ter preferência nas filas sendo que eles já esperaram demais? Tão com pressa de limpar a dentadura?

Eu ouço abusos todos os dias. Meu ouvido dói e eu contorço por dentro, minhas juntas batem umas nas outras e minha lingua faz um grande movimento de resposta. A última foi de uma senhora geriatrica que estava só 'caco'. "Antes não funcionava, aí caiu um raio alí e voltou a funcionar,. por quê?" Até então a pergunta vinha em um tom inocente de uma velha magricela. E minha resposta foi humilde com direito a gesticulações: Não sei te dizer. E entao aquele corpo carregado de osteoporose virou um monstro: "Ué mas você é técnico, você deveria saber!" Minha mão cerrou e meu peito encheu de ar. Minha lìngua coçou pelo estálo dado de meu cerebro. 'E então quer dizer que se a senhora ainda estive na ativa eu teria que pagar pra te comer?', mas a resposta foi outra: Não acho que não, porque eu deveria saber?

A posteridade nos serve de exemplo para o quanto não sejamos imbecis e hipocritas. Peço que não sejamos tão estupidos ao ponto de tais coisas pequenas e pertubadoras atormentem quem venha depois da gente. Daqui não se leva nada, então não precisamos ser os futuros merdas desta ilusão. Este abuso é pequeno diante das outras decisões tomadas pelos velhos antes novos julgando ser mais seguro para nós. O abuso desta 'fios desbotados' não acabou, ates de sair ainda me alfinetou com as palavras: "Estuda depois o porquê dos raios." A aposentada tem tanto tempo disponível que se é do interesse dela porque mesmo ela não busca, acho que ela prefere esperar a resposta na caixa preta hipnotizadora que tem na sala.