quarta-feira, 16 de março de 2011

Infarto agudo do "miocárdio" ocular

Meu olho pulsa como se fosse um coração. O coração de carne dito na medicina de miocárdio. Sinto que há um ventrículo direito passando sangue para o esquerdo. O sangue está sendo jogado para o glóbulo ocular para que seja misturado ao oxigênio respirado pela minha pupila. Todo o sistema que controla esse movimento age de forma autônoma, independente. É um movimento voluntário.

Sinto meu olho sendo invalidado pela raiva e o estress. A gordura que esta presa nesse canal faz o sangue correr mais rápido, não há nada suave. Não tenho saída e me parece que o caso é grave, não há cateterismo que resolvera. A gordura que recebo por meio das informações esta se depositando ao longo desse canal. Cada vez mais torna difícil, esta pulando cada vez mais rápido. É uma dor que parece querer arrancar meu olho da face, vou ter um infarto no olho

A gordura esta sendo eliminada sem ser processada, não se aproveita quase nada e mesmo assim como cada vez mais coisas gordurosas, está tão fácil como conseguir batatas frita, salgado de terminal, pastel...

O ataque vai com certeza deixar sequelas caso eu sobreviva. E se sobreviver não vai adiantar, minha pupila continuara respirando e de alguma forma ou outra continuarei ingerindo gordura empurrada goela abaixo. Dessa vez será até pior, serei alimentado forçadamente, talvez por sonda ou comida pronta e em mingau. Parece-me que há algo no ar que faz minha boca querer espirrar.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Predisposição a confusão – Anexos

Nem pensando na confusão que viríamos ter, resolvemos sustentar o vício. Um sedã e 5 marmanjos a procura de um Hilton ou Marlboro que seja, na pior das situações a apelação era para o Derby prata.

Sem pretensão saímos para comprar tal objeto fumaçável, ainda sem pretensão chamamos 3 lindos pares de magras pernas para a festa de um jeito não tão convencional. E para melhor entendimento transcrevo em diálogos.

- Renan, mexe, mexe!
- Vou falar o quê? Oi meninas, vocês tem programa?
[Dentro do carro: risos! Fora: susto e pânico por parte delas, desespero e paço acelerado.] Ainda insistindo:
- Vocês ‘conhece’ o perro-loco? [Ouve-se um suspiro de “ai, meu Deus”].
[Dentro do carro: risos aos montes.]

Das várias impressões possíveis enumero algumas das quais elas podem ter pensado: ele é doido, corre!, é um tarado, corre!, se um cara chama pra programa não quero nem saber o que é perro-loco, corre!, é hoje que vão roubar nossos rins, corre!...

Para retomar a ideia de que não temos habilidades construtoras isso é um fato que faz com que destruamos toda e qualquer possibilidade de contato fácil com o sexo oposto desconhecido.

sábado, 12 de março de 2011

Predisposição a confusão - Parte 3

Quebrei a caixa de isopor com um pé só. Bem na tampa, bem no meio, bem encima. Não demorou muito para o dono aparecer. Alguém de 1 e 90 de altura, forte e que ameaçava pelo tom usado. É, parece que hora de ir embora ou a coisa vai ficar pior.

Segurança vivo é segurança atento. No primeiro momento a confusão foi evitada, parabéns. É hora de juntar o pessoal que falta e ir embora. É nessa hora que alguns seres são desnecessários, dois deles que acompanhava um amigo demonstraram isso. Sumiram, desapareceram. Mortos ou não eles tem que retornar para suas respectivas famílias.

São eles que nos prendem a confusão gerada pela caixa de isopor quebrada. Como ir embora com duas pessoas que faltam? Como ficar com o perigo a nossa volta? Dois seguranças me aconselharam a não ir para o epicentro da confusão, pois eu era o pivô. Fiquei tentando preservar-me fisicamente, mas moralmente destroçado. Meu amigo tentado ser chanceler, diplomata, relações públicas, negociador, intermediador...

A confusão estoura. A negociação falhou. Cerveja na cara, motivo para briga. Chutes ao ar, socos ao vento. Um deles no rosto de um amigo, outro nas costas d’outra amiga. E então uma cadeira voa, uma garota pula nas costas de um grandalhão. A indignação é total. O sistema é falho, a polícia não é milícia, não é ordem, a polícia é burra e estúpida. Retarda-se para eximir-se do erro. A polícia é acionada e a polícia não faz nada. Não cumpre seu papel preventivo, nem de pós-ação.

Diante da viatura uma das amigas ainda cai pela pesada levada nas costas. Barro e sujeira. Gritos e indignação. Policial burro, policial estúpido viu e fingiu que não viu. Três ou quatro pessoas gritaram para que prendessem os agressores. Não confio na polícia, e tenho certeza que muitos deixaram de confiar.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Predisposição a confusão - Parte 2

Não premeditamos encontrar pessoas traumatizadas com a nossa presença d’outras paragens, d’outras noites. E nem pensamos na possibilidade de encontrar ela novamente alguma vez em nossas vidas. ROSA ou ROSÁLIA uma cantora, a cantora. E o desafio foi dado, repetir o feito e acabar de vez com nossas imagens perante esta pessoa. “Luiz, o lance é o seguinte. A Rosa está aí, vamos subir no palco e VOCÊ fala no microfone. ROSA MAS VOCÊ AINDA TEM UM CHEIRO DE BUCETA.” Desafio dado é desafio a ser cumprido, FEITO!

E depois de tudo chega aos meus ouvidos que fui considerado LOUCO. E que ela a cantora solicitou assistência o tempo todo. Mas ainda sim continuo encontrando pessoas. Belas pessoas, boas pessoas que não via há algum tempo. Beijos, abraços, beijos e abraços. Como é bom encontrar essas pessoas em lugares assim como este. Uma hora ou outra é bom encontrar essas pessoas em lugares assim como este. Uma hora ou outra vou precisar conversar qualquer asneira com elas, outras duas ótimas amigas e é bom que elas fiquem por perto. A cerveja mata a sede provocada pelo tumulto, pelas pessoas e pela fumaça do cigarro.

Quando o som fica bom é hora de dançar, de pular, de paquerar, de se sentir livre. Todos ao som de boa música, todos pulando, muitos paquerando, muitos livres. Subimos em mesa pela liberdade, nos sentimos livre. As propostas não param de vir: “- vamos até àquelas gatas, dançar?”. Descer da mesa só de uma maneira pulando no próximo apoio visível. A caixa de isopor me deixa a um passo do chão e a um passo da desfiguração facial.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Predisposição a confusão - Parte 1

      A noite estava calma e alguns abutres desta famigerada cidade estavam sem propósito. O que sangra a sua boa vontade de sair é o transporte público. O chamado é dado quando o telefone toca e a pergunta do sábado a noite após as 20h é o sobre o que fará nesta noite. ‘Nada, sem planos’ a resposta. – Vamos ao perro-loco?

     Já na festa me alcoolizando dentro das economias possíveis e com horário previamente marcado pra voltar encontrar rostos conhecidos é comum. Habitantes em Goiânia são 1 milhão e tantas outras mil mesmo assim é fácil encontrar por aí rostos conhecidos. São rostos e chapas. Risos e cumprimentos, abraços e um grito lá detrás “MALDITO, VOCÊ ESTÁ AQUI!”.

     Conversa vai conversa vem, os risos são inevitáveis. Lembro aqui daquelas outras histórias. Sempre que planejamos alguma coisa NUNCA dá certo é incrível isso. Há sempre da nossa parte uma vontade destruir alguma coisa e voltamos pra casa frustrados, pois não conseguimos nem construir. Quando acabamos com algo de fato é porque nada foi premeditado. E acabar com aquela festa não foi premeditado. Seriamos os piores assassinos em série que Goiânia poderia ter.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Parentes Estúpidos

Alguns de meus parentes são estúpidos. Aversão a parentes? Xenofobia? Não!

Tentando descansar um pouco o pensamento que incomoda vem martelar na cabeça. É nessa hora que a máxima prevalece, “cabeça vazia é oficina do diabo”. Vem parentes para sua casa, vieram para minha, aqui ficaram. Você já passou por isso, eu sei. São 3 (três), e claro sem suas respectivas mães, todos jovens. As mulheres são mais comportadas, seus níveis de esturpor são menores que o do "machão".

Se pareço tranquilo ao escrever, sim estou. Primeiro quase ninguém lê este ‘buteconáutico’, segundo são tão estúpidos que nem eles lerão (o endereço do site está no Face, Orkut e algumas assinaturas de emeio).

O lugar onde viveram grande parte de suas medíocres vidas fora no interior do Tocantins. Vejo que a estupidez pode não ser culpa deles. Num lugar onde a informação tende a quase não chegar causa estupor, ignorância, entre outras doenças da ausência da cidadania.

Empurrado pela mãe o garoto de 18 anos está em Goiânia. Disseram me as boas línguas que estava um beberrão (futuro alcólatra). Aqui parou de beber, pois não tem ninguém para acompanhá-lo. Aqui assiste futebol o dia todo e acha que o Berlusconi é só o dono do Milan. - Wiki diz sobre Berlusconi: é o líder do partido político Força Itália (fundado por ele na sua entrada na vida política) e o proprietário do império italiano de media Mediaset além de ter controle dos principais meios de comunicação e ser dono de bancos, empresas de entretenimento e presidente do AC Milan.

Pior de tudo é achar que os times brasileiros não são instituições privadas. Que quem banca o salário do fenômeno é o governo do estado de S.Paulo. A vida dele se reduz a modos e pensamentos estúpidos. Calçados e roupas pela sala, pelo meu quarto, e roupas íntimas na minha bicicleta.

Mal conhece o amigo viado da metrópole que já quer bater. Alguém que nos ajuda de bom grado. Disse em voz grossa e de cara fechada para o 'Jubixinha': "Sou mais bravo que meu irmão." Acha-se o bambambam pois os seus costumes são melhores que os nossos, impressão besta essa.

Acaba sendo um peso hospedá-lo, ainda mais quando é estúpido. Ah só troca o futebol por malhação. Tá em casa e tenho que aguentá-lo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Noite e madrugada.

       A madrugada é sempre decadente. A ingestão de álcool sempre começa lá pelas 10 da noite. É ruim quando entra a madrugada e todas as boas opções de beber estão fechadas. Privam este e outros indivíduos da única alegria da noite.
 
      Já são 2 horas e você esta num lugar conversando, fumando e bebendo e aparentemente o clima e o ambiente esta bom. Eu disse aparentemente, pois há entre os intervalos de pausa momentos que o mal-estar é evidente, mas não é mal-estar físico e sim psíquico. Você esta ali mais que pela obrigação do que pela vontade. E a única vontade é sair das pequenas percentagens de etil e passar para as mais elevadas.
 
      Já são 3 e mesmo assim você está conjecturando levantar-se da cadeira e buscar abrigo em outra soleira. Aquele bar já deu no saco, ou você vai embora, ou gasta o que sobrou.
Já são 3 e meia e não passa mais ônibus então sobra a alternativa de ficar e beber. Mas você não quer mais ficar então me aparece o entrave no peito e no estômago. A opção mais próxima para encontrar algo que realmente pega fogo está fechada ou pelo menos a uns 30 quarteirões.
 
      Vamos por aí e por ali. Não foi um prazer porra nenhuma te conhecer, nem cheguei a conversar. A sua cara é detestável e nada além disso. Deu pra ouvir só o prazer-porra-nenhuma. Há um mercado que talvez atenderá as nossas vontades vinho barato e bom, mentira! Novamente cerveja, e dessa vez mais barata para os meus cents que sobraram.
 
      São 4 e meia. Há uma lei na cidade que proíbe os cidadãos decadentes de fumar em ambientes fechados, a lei não funciona e nem a cidadania. Acendo um cigarro no supermercado, o resto ri, mas mesmo assim participa, fumam também. Nosso risco é o segurança, um bundão, pois ninguém vê ou finge que não vê.
 
     São 6 tem-se a aurora. Somos impedidos de beber e fumar nas mesinhas dentro do supermercado. Mas não somos impedidos de beber do lado de fora. Comparados a vira-latas nosso lugar é lá com os cachorros. Água suja, banheiro imundo e imundices proferidas. Fica a dúvida de mim, a duvida do mundo, a duvida de tudo. 

     Viverei assim ou morrerei herói? Não salvo ninguém e nem eu de mim mesmo. Preciso mudar, preciso negar todas as crendices padrões, preciso me impor, preciso dormir.